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mai, 2015

Mudança de lar sem estresse: veja como adaptar cães e gatos à nova casa

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Ao mudarmos de casa, é natural que leve um tempinho para que os bichos se acostumem ao novo lar. No novo espaço, cães e gatos podem agir de maneira diferente, porque ainda não reconhecem o local como sendo “seu novo território”. Diante do ambiente desconhecido, os animais podem ficar ansiosos, o que por sua vez leva a mais uivos e/ou latidos, mordidas ou arranhões na mobília, raspagens na porta ou xixi em locais errados, por exemplo.

Para tornar a mudança menos estressante para o cãozinho ou o bichano, veja como adaptá-los à nova residência seguindo as orientações dos especialistas em comportamento animal consultados pelo UOL Casa e Decoração. Com estas preciosas dicas, muita paciência e carinho, você e seu(s) amigo(s) vão superar essa fase com tranquilidade!

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Durante os preparativos da mudança, não se esqueça de manter a rotina do animal

O grande dia – Durante os dias que antecedem a mudança, embora você esteja ocupado(a) com a organização e empacotamento dos objetos, é importante manter a rotina do bicho: faça os passeios, brincadeiras e refeições nos horários habituais. No dia da mudança, procure manter o cão e/ou o gato em um local tranquilo. Como na residência antiga e na nova casa haverá bastante movimentação com o entra e sai de pessoas, deixe o animalzinho na casa de um parente ou amigo com quem o pet já tenha convívio ou em uma creche e, somente após a transição, leve-o ao novo lar.

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No primeiro dia, leve o cão para conhecer os espaços com auxílio da guia de passeio

Os primeiros dias na casa – O ideal é programar a mudança para uma sexta-feira, para que no final de semana haja tempo para observar o comportamento do pet. Durante os primeiros dias na casa, restabeleça a rotina e evite trocar a ração ou fazer alterações de camas ou brinquedos nesse período, porque mais ações podem ocasionar estresse psicológico e fisiológico.

No caso do bichinho ser um gato, proporcione condições para que o ambiente seja “controlado” por ele. Esta é a melhor forma de evitar a ansiedade no bichano e pode ser feita da seguinte maneira: coloque-o primeiro em um cômodo, aguarde que o bicho relaxe e só então libere-o para que reconheça aos poucos os outros ambientes. Se você cria um cachorro, a dica fazer exatamente o oposto: guie-o (com a guia mesmo!) em um “tour” pela residência. O acessório é importante, porque o deixará mais seguro. Nos primeiros dias, nunca isole o cão em um local longe dos moradores, pois ele adora (e precisa) ficar próximo ao seu grupo social, em especial, quando ainda não reconhece o lugar onde está.

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Ao sentir o cheiro dos donos pela casa, o animal de estimação fica mais calmo

Os cheiros e pequenos truques –Durante essa etapa de adaptação mantenha na nova morada os objetos aos quais o pet está habituado, para que ele reconheça seu próprio odor na caminha, nos potes de água e comida e nos brinquedos e, assim, se sinta mais confortável. Para diminuir a chance do animal ficar ansioso e demarcar o território com o xixi, espalhe o cheiro dos moradores pela residência. Não, você não precisa urinar pela casa… apenas, sente-se nos tapetes e encoste roupas usadas nas paredes e móveis pelos ambientes.

Parece uma dica um tanto estranha, mas acredite: ao perceber o odor do dono pelo lar, o bichinho se sente mais confiante. Uma alternativa é aplicar nos novos espaços feromônios felinos e caninos ou adicionar florais no bebedouro, estas substâncias podem ajudar, também, a atenuar o estresse do gato ou cão.

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Os arranhadores altos são ótimas opções para a distração dos gatos no novo lar

De uma casa para um apê – Os animais de estimação são naturalmente curiosos e exploradores. Ao se mudar para um apartamento, é essencial instalar telas de proteção em todas as janelas para garantir a segurança do pet. Se a dimensão do imóvel for menor do que a da antiga moradia, no caso dos cachorros, tente amenizar a redução de espaço aumentando a frequência e o tempo dos passeios e das atividades recreativas ou, então, busque uma creche para que seu animal possa, durante o dia, conviver com outros cães e gastar a energia acumulada. Para quem tem gato(s), enriqueça os ambientes com móveis e objetos que entretêm os bichanos: que tal pensar em prateleiras como caminhos que ajudam os gatinhos a explorar “as alturas”? Observar o espaço a partir do topo faz com que eles se sintam confiantes!

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No começo, permaneça sempre junto ao animal enquanto ele estiver no quintal

De um apê para uma casa – Lembre-se que o cão gosta de ficar com seu grupo social, por isso, caso se mude para uma casa com quintal, não o deixe lá fora o tempo todo, porque o bicho pode se sentir abandonado. Durante o processo de adaptação, leve-o para a área externa e brinque com ele, companhe-o em um banho de sol e/ ou, simplesmente, espere-o fazer suas necessidades, para então voltar com ele para dentro da residência. Assim você reforça que não há distanciamento e o deixa seguro ante a nova situação. A frequência de passeios, todavia, pode até ser reduzida e substituída pelas brincadeiras no quintal, mas nunca deixe essa atividade de lado na rotina do cãozinho.

No caso dos gatos, nos primeiros dias, atente-se: eles podem tentar fugir da recente moradia e ir atrás do lugar antigo. Esse é mais um motivo para, no começo, restringir a mobilidade do animal a um único cômodo. Após o reconhecimento, leve-o aos outros ambientes e só então, depois de alguns dias, libere o acesso ao quintal.

Fontes: Alexandre Rossi (“Dr. Pet”), especialista em comportamento animal; André Rosa, especialista no treinamento de animais e Cleber Santos, adestrador e especialista em comportamento animal da ComportPet.